quarta-feira, 29 de abril de 2015

Publicação da Portaria de Entorno do Outeiro e Convento da Penha

Situado em Vila Velha, o Outeiro e Convento da Penha não faz referência unicamente àquela cidade. Sendo esta a primeira vila formada pelos portugueses no Espírito Santo no período colonial, esta edificação religiosa franciscana, que teve sua construção iniciada no século XVI, é uma referência histórica. Não somente isto.
Não somente isto. Sua disposição no Outeiro, em um dos morros da cidade, a 154 metros de altura, torna-o uma referência visual não apenas para esta cidade, mas para as cidades à volta, em especial a capital Vitória. O projeto urbanístico do sanitarista Saturnino de Brito de 1896 para esta cidade, chamado projeto Novo Arrabalde, considerou, ao traçar as ruas, os diversos morros em volta da cidade, inclusive o Outeiro do Convento da Penha. Hoje em dia, de diversos pontos de Vitória pode-se ver o Convento da Penha.
Também a própria cidade de Vila Velha possui este marco como referência visual e principalmente cultural, com a presença das Romarias, em especial a Romaria dos Homens durante a Festa da Penha, em comemoração à padroeira do estado. Este grupo percorre desde a catedral de Vitória, seguindo por algumas ruas de Vila Velha como a Avenida Carlos Lindemberg, que também possuem visibilidade ao Convento, até chegar ao pé do Outeiro.
Mapa dos Cones de Visuais
Fonte: Figueiredo, 2013, p. 199
Considerando a importância deste bem, e sua influência visual para ambos os municípios, o IPHAN lançou a portaria de regulamentação do entorno do Outeiro e Convento da Penha, fruto de um estudo que se iniciou em 2005. Considerou, para isto, o gabarito e altura de novas edificações que possam impossibilitar a manutenção da visibilidade existente ao bem tombado, sendo que outros parâmetros pouco influenciavam a apreensão visual do bem (como parcelamento, materiais, taxa de ocupação do lote, volume). A metodologia utilizada para o estudo da altura das novas edificações considerou as “tendências de verticalização dominantes e os principais pontos de vistas situados em áreas públicas dos dois municípios, a partir dos quais se demarcaram cones visuais focados no monumento em si e nas suas laterais [...] a fim de permitir a leitura de parte significativa da silhueta do outeiro/convento tombado” (Figueiredo, 2013: 197). Também foram considerados na definição das alturas das edificações os parâmetros urbanísticos das legislações municipais.
Foi lançada a primeira Portaria nº 176 em 7 de Abril de 2014, referente ao Entorno do Outeiro e Convento da Penha. No ano corrente de 2015, a portaria nº 176 foi revogada, ocorrendo algumas alterações. De acordo com exigências administrativas referentes ao tombamento e arquivamento junto ao Arquivo Noronha Santos do IPHAN, ela foi desmembrada em duas, a primeira considerando a delimitação do perímetro de entorno, e a segunda estabelecendo os parâmetros para preservação da visibilidade ao bem.
Na primeira, a Portaria 44 e retificada pela 54/2015, na qual há delimitação do entorno, apenas houve uma atualização de nomes de algumas ruas. Na segunda, a Portaria 45/2015, retificada pelas portarias 51 e 54/2015, houve maiores modificações. Objetivou-se com estas revisões assemelhar ao máximo os parâmetros com as legislações municipais sem que se prejudique a visibilidade e ambiência do bem tombado. Para melhorar a compreensão também da portaria, além do conceito de “altura da edificação”, também foi adotado a “altura máxima da edificação”, sendo que a primeira considera a altura da edificação até a cota do piso da laje de cobertura do último pavimento, e a segunda considera os acréscimos de elementos permitidos como áreas técnicas, guarda-corpos, platibandas e telhados.
Outra modificação em relação à portaria anterior foi em relação a algumas áreas públicas, cujas novas edificações deverão ter projetos passados por consulta prévia para aprovação, possuindo assim um caráter discricionário. Da mesma forma, as outras áreas em casos excepcionais, poderão possuir parâmetros diferenciados, mediante apresentação de comprovação técnica que a edificação não alterará a visibilidade e ambiência do bem.
Mediante sugestão da Prefeitura Municipal de Vila Velha, houve diminuição da altura das edificações nos setores SE-9-Praia da Costa e SE-12-Cone Visual da Avenida Lindemberg.
 Já na Enseada do Suá, a partir de simulações realizadas por técnicos da Prefeitura Municipal de Vitória comprovando a não alteração de visibilidade e ambiência do bem tombado, houve a criação de um setor, o SE-5D no qual o parâmetro de altura da edificação se tornou menos restritivo. Por fim, na descrição dos cones visuais da Avenida Nossa Senhora da Penha, nas áreas especiais 2, 3 e 4 houve uma retificação.
As portarias de 2015 vigentes se encontram nos links abaixo:

Estudo para Regulamentação do Entorno dos Bens Tombados do legado jesuítico do Espírito Santo

É de interesse do IPHAN a regulamentação das áreas de entorno dos bens tombados a fim de promover a preservação da visibilidade e ambiência dos bens patrimoniais, através de uma apropriação mais consciente de seu entorno. Assim como foram realizados estudos para a regulamentação de construções no entorno do Outeiro e Convento da Penha, também já foi objeto de estudo e está em processo a confecção de portarias para a definição dos parâmetros de entorno das quatro igrejas jesuíticas tombadas a nível federal no Estado do Espírito Santo. São elas: Igreja dos Três Reis Magos, no distrito de Nova Almeida no município da Serra; Igreja Nossa Senhora da Ajuda, no distrito de Araçatiba no município de Viana; Igreja Nossa Senhora da Conceição, no distrito sede de Guarapari; e Igreja Nossa Senhora da Assunção, no distrito sede de Anchieta.
Muitas igrejas jesuíticas foram tombadas nos primeiros anos deste Instituto, sendo reconhecidas logo a princípio por sua importância. Segundo Lúcio Costa, em um artigo dedicado exclusivamente ao legado jesuítico publicado por ele na Revista do Patrimônio:
O considerável acervo de obras de arte que os padres da Companhia de Jesus nos legaram, fruto de dois séculos de trabalho penoso e constante, poderá não ser, a rigor, a contribuição maior, nem a mais rica, nem a mais bela, no conjunto dos monumentos de arte que nos ficaram do passado. É, contudo, uma das mais significativas. (COSTA, 1941:9)
Vemos, portanto, a importância destas edificações reconhecidas desde o princípio do processo de preservação no Brasil, e em especial, no Espírito Santo, estes novos estudos vêm aprimorar as ações de preservação, explicitando os valores e critérios para sua proteção. Na confecção do estudo de entorno, também um histórico da edificação foi levantado, para maior entendimento do bem tombado e as necessidades de sua preservação.

Igreja dos Três Reis Magos na Serra

Vista da torre sineira da Igreja dos Reis Magos
 Fonte: Capa do Estudo
É uma das Igrejas do legado jesuítico na costa das terras capixabas, a Igreja dos Três Reis Magos. Não se têm certeza da data de sua fundação, mas acredita-se que seja em fins do século XVI.
Localizada, como na maioria das edificações jesuíticas, no alto de um morro, e perto de rio e mar (por onde os jesuítas obtinham água e alimento, e podiam se deslocar), esta igreja se tornou um centro de catequese, assim como fortaleza. Situa-se na frente de uma grande praça e à sua volta ficavam localizadas as residências dos indígenas catequizados.
Com a expulsão dos jesuítas, em 1759, esta edificação ficou abandonada, e em 1808 já se encontrava em estado de ruínas.
Em 1820 iniciou-se um processo de contenção de sua estrutura. Desde 1840 já constava esta edificação ser ocupada como Casa de Câmara e Cadeia, e nesta condição sofreu um incêndio e ficando parcialmente queimado, sendo apenas o cômodo da cadeia consertado. Em 1850 consertou-se o telhado da igreja, trocando inclusive o madeiramento e calha. Com diversas pequenas reformas, apenas em 1944, a partir do tombamento federal, esta edificação passou por uma obra de reforma mais abrangente e minuciosa.
Possuindo o conhecimento do bem, realizou-se um estudo aprofundado do entorno, considerando a altura e as tipologias arquitetônicas dos imóveis desta área. A partir destes estudos, foram traçados pontos de referência de visibilidade para a Igreja. Assim como este, considerou-se também a paisagem natural, os possíveis vestígios arqueológicos, a topografia do próprio entorno, os usos atuais e as legislações atuais que incidem sobre estas áreas.
Buscou-se com a delimitação de entorno e criação de parâmetros de futuras construções atuar o mais positivamente em relação à cidade e à preservação dos pontos visuais de destaque a partir de áreas públicas. Segundo o estudo, “para a definição do perímetro de entorno, foi considerada a necessidade de manutenção e valorização das características espaciais remanescentes relativas à implantação dos conjuntos jesuíticos, bem como a necessidade de não se intensificar os efeitos negativos advindos do parcelamento e/ou adensamento da ocupação nas paisagens urbana e natural” (IPHAN, p. 26-27)

Igreja Nossa Senhora da Ajuda em Viana

Torre Sineira da Igreja Nossa Senhora da Ajuda
Fonte: Capa do Estudo
Araçatiba, localidade desta igreja, originalmente era habitada pelos índios Temiminós, quando foi ocupada pelos jesuítas no século XVI. Nesta localidade, se destacou uma fazenda jesuítica dedicada ao cultivo de cana de açúcar, criação de gado e plantação de cereais, sendo considerada uma das maiores fazendas jesuíticas da costa brasileira.
De acordo com o estudo, “relator afirmam que [para o escoamento da produção da fazenda] foi efetuada uma monumental obra de engenharia no local, representada pela abertura do canal artificial do Rio Marinho, chamado de Canal Cambopina ou ‘Canal dos Jesuítas’ com certa de 12 quilômetros de extensão e 300 metros de largura [...] que visava encurtar o longo itinerário feito por barcas e pirogas através da barra do Rio Jucu, evitando o transporte por terra ou o contorno da costa pelo mar, foi possivelmente um dos primeiros canais construídos no Brasil, o que se deu por volta do ano de 1740”. Quanto à edificação jesuítica, esta possuía apenas Igreja e Residência, não sendo contemplada por colégio.
Quando os jesuítas foram expulsos, esta propriedade passou para as mãos de fazendeiros, juntamente com seus diversos escravos, casas, gados, engenhos, armazéns, em tamanho tão vasto, que foi considerada pelo viajante naturalista Maximiliano Wied-Neuwied a maior fazenda encontrada em sua viagem no Brasil. Este grande terreno foi posteriormente dividido entre herdeiros.
A grande quantidade de escravos da fazenda se reflete diretamente na sociedade local atual, de remanescentes quilombolas que detêm sua identidade nestes laços do passado.
Enquanto a Igreja continuava sendo utilizada, a residência jesuítica estava arruinada na década de 1950, quando houve seu tombamento nacional. Em 1968 houve a intervenção do IPHAN, que atuou de forma minuciosa na revisão dos seus diversos elementos. Demais reparos foram realizados no decorrer dos anos até hoje.
O processo de estudo da área de entorno se seguiu após o levantamento histórico geral, com o levantamento de uso do solo dos imóveis localizados no entorno, de suas alturas, tipologias arquitetônicas, além da análise das legislações incidentes nesta área.
Para a definição do perímetro de entorno, considerou-se os eixos de visibilidade para a igreja existentes, os morros adjacentes, a situação topográfica em que se insere, na encosta de um morro, as alterações urbanas que o ambiente já sofreu, os possíveis vestígios arqueológicos, legislações urbanas atuais, e, claro, foi fortemente influenciada pelos dados históricos encontrados. Somente a partir de todos estes fatores, e demais demandas da sociedade, é possível conciliar o presente com os vestígios do passado.

Igreja Nossa Senhora da Conceição em Guarapari

Detalhe de frontão da Igreja Nossa Senhora da Conceição
Fonte: Capa do Estudo
Originalmente, em terras ocupadas pelos Goitacás, em 1558, índios da tribo de Maracajaguaçu, já catequisados, se instalaram nesta localidade. Acredita-se que a partir de então iniciou-se a visita constantes dos padres jesuítas, e em 1585, Padre José de Anchieta funda a “aldeia de Guaraparim”, e edificou a igreja no alto de um morro, ao lado do Rio Guarapari.
Durante o século XVI, houve padre residente nesta igreja, mas logo os missionários das proximidades se deslocaram para a aldeia de Reritiba, atual Anchieta, motivados por novo regimento da Companhia de Jesus, sendo a igreja de Guarapari visitada de 15 em 15 dias. A residência foi mantida, então em Guarapari.
Em 1677, a propriedade deixou de ser uma aldeia dos jesuítas, passando a ser Vila, e a invocação a Santana passou a ser dedicada a Nossa Senhora da Conceição.
Em 1878, quando a vila de Guarapari possuía esta igreja e uma nova matriz, ambas em estado decadente, foi optado pelo Presidente da Província o reparo da igreja “do antigo convento dos jesuítas, que foi edificada por Anchieta”. Trata-se de uma igreja muito modificada no decorrer do tempo, possuindo inclusive uma fachada diferente dos demais projetos dos jesuítas, que foi tombada em 1970 pelo IPHAN, quando houve restauração do telhado e retirada de capelas laterais acrescidas ao seu risco original. Outros reparos ocorreram no decorrer do tempo até hoje.
O processo de estudo da área de entorno se seguiu após o levantamento histórico geral, para compreender melhor a área a ser estudada e os significados que a edificação possui. Foi feito então o levantamento de uso do solo dos imóveis localizados no entorno, de suas alturas, tipologias arquitetônicas, além da análise das legislações incidentes nesta área.
Para a definição do perímetro de entorno se usou a mesma metodologia empregada nas anteriores, levantando os melhores eixos de visibilidade para a igreja, a situação topográfica em que se insere e de seu entorno, o crescimento urbano, os possíveis vestígios arqueológicos, legislações urbanas atuais e dados históricos. Pode-se formar a partir daí o perímetro do entorno, considerando vários setores diferenciados a fim de promover a visibilidade a ambiência do monumento tombado, principalmente no morro em que a igreja se insere, e que possui ainda hoje um gabarito relativamente baixo.

Igreja Nossa Senhora da Assunção em Anchieta.

Igreja Nossa Senhora da Assunção
Fonte: Capa do Estudo
A Igreja Nossa Senhora da Assunção em Anchieta é atualmente um exemplo de edificação jesuítica em sua evolução estrutural, com localização característica em morro perto de rio.
Há um primeiro registro de aldeia com o nome de Nossa Senhora da Assunção em 1589, na qual residia o Padre Diogo Fernandes. Acredita-se, entretanto, que sua fundação seja anterior, já sendo visitada periodicamente em 1581. Ainda que não fundada por Padre Anchieta, seus últimos dias no local marcaram profundamente a memória até os dias de hoje. O município mudou o nome em sua homenagem e o monumento passou, após a canonização do inaciano e seu reconhecimento como padroeiro do Brasil, ao lado de Nossa Senhora da Aparecida, a ser reconhecido como Santuário Nacional São José de Anchieta.
Após a expulsão dos jesuítas, a igreja continuou sendo utilizada, sendo elevada a Vila e utilizado o convento de Casa de Câmara. Há registros do Imperador D. Pedro II, em 1860, de que a igreja estava bem mantida, enquanto o convento estava arruinado.
Sendo uma das poucas igrejas que se manteve, apenas em 1994 houve um grande trabalho de restauração, com a equipe do IPHAN, trabalho para comemorar os 400 anos de falecimento de José de Anchieta. Restituiu-se então elementos arquitetônicos, e realizou-se prospecções arqueológicas e um levantamento dos bens móveis integrados.
O processo de estudo seguiu os demais, possibilitando também a adoção de um perímetro do entorno, considerando as possibilidades de manutenção de uma ambiência no morro em que se insere, e de visibilidade e ambiência em relação às outras áreas do município.

 Fonte:

FIGUEIREDO, Diva Maria Freire, LAUAR, Caroline Maciel, MICELI, Aline Barroso. Visibilidade e Ambiência do Outeiro e Convento da Penha na Baía de Vitória: delimitação e normatização da área de entorno. Revista VOX MUSEI arte e património. Piauí: UFPI, 2013, V.1. p. 186-204
COSTA, Lúcio. A arquitetura dos jesuítas no Brasil. Revista do SPHAN nº 5, Rio de Janeiro, 1941.
INSTITUTO DE PATRIMÔNIO HISTÓRICO ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN). Igreja Nossa Senhora da Assunção - Anchieta/ES. Vitória, 2012.
INSTITUTO DE PATRIMÔNIO HISTÓRICO ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN). Igreja Nossa Senhora da Ajuda - Viana/ES. Vitória, 2012.
INSTITUTO DE PATRIMÔNIO HISTÓRICO ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN). Igreja Nossa Senhora da Conceição - Guarapari/ES. Vitória, 2012.

INSTITUTO DE PATRIMÔNIO HISTÓRICO ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN). Igreja dos Três Reis Magos-Serra/ES. Vitória, 2012.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Maior premiação em patrimônio cultural abre inscrições

Até o dia 15 de maio, estão abertas as inscrições para a 28ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, concurso de caráter nacional, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A premiação foi idealizada em reconhecimento às ações de preservação do patrimônio cultural brasileiro que mereçam registro, divulgação e reconhecimento público em razão da sua originalidade, vulto ou caráter exemplar.
No edital público, deste ano, serão contemplados oito projetos, sendo quatro em cada uma das duas categorias:
Categoria I - Iniciativas de excelência em técnicas de preservação e salvaguarda do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas de excelência em preservação e salvaguarda, envolvendo identificação, reconhecimento e salvaguarda; pesquisas; projetos, obras e medidas de conservação e restauro.
Categoria II - Iniciativas de excelência em promoção e gestão compartilhada do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas referenciais que demonstrem o compromisso e a responsabilidade compartilhada para com a preservação do patrimônio cultural brasileiro, envolvendo todos os campos da preservação e oriundas do setor público, do setor privado e das comunidades.

Além do número de premiados, que foi ampliado em relação à edição anterior, outra novidade é aumento no valor da premiação que passa a ser de R$ 30 mil para cada ação vencedora; em 2014, o valor era de R$ 25 mil. Poderão concorrer ao Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade – 28ª Edição pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, que tenham desenvolvido ou estejam desenvolvendo ações de relevância pública para a proteção patrimonial, em qualquer lugar do território nacional e que tenham tido ao menos uma de suas etapas concluídas em 2014.

Seleção

Os proponentes devem enviar suas inscrições, de acordo com as regras do edital, às superintendências estaduais do Iphan de origem dos projetos. Aqueles que forem habilitados serão encaminhados para a pré-seleção das comissões estaduais de avaliação. Após serem avaliados nas instâncias locais, seguem para a etapa final, na qual serão julgados pela Comissão Nacional de Avaliação.

O resultado do concurso está previsto para ser anunciado até o dia 17 de julho de 2015. As inscrições já podem ser feitas pelo preenchimento de ficha disponibilizada pelo Iphan em suas unidades ou no portal www.iphan.gov.br, acompanhada de resumo da ação e materiais ilustrativos. O prazo para o envio dos projetos vai até dia 15 de maio de 2015.

Continua lindo

O Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade – 28ª Edição presta homenagem à cidade do Rio de Janeiro, com a temática Rio 450 anos – Patrimônio Mundial Paisagem Cultural Urbana. A titulação de patrimônio mundial, concedida pela Unesco, nesta categoria, foi concedida em 2012 e, a partir de ações integradas, passou a preservar os seguintes locais: Pão de Açúcar, Corcovado, Floresta da Tijuca, Aterro do Flamengo, Jardim Botânico, praia de Copacabana, entrada da Baía de Guanabara, o forte e o morro do Leme, o forte de Copacabana, o Arpoador, o Parque do Flamengo e a enseada de Botafogo.

O conceito de paisagem cultural foi adotado pela Unesco em 1992 e incorporado como uma nova tipologia de reconhecimento dos bens culturais, conforme a Convenção de 1972 que instituiu a Lista do Patrimônio Mundial. Até o momento, os sítios reconhecidos mundialmente como paisagem cultural relacionam-se à áreas rurais, aos sistemas agrícolas tradicionais, à jardins históricos e a outros locais de cunho simbólico, religioso e afetivo. O reconhecimento do Rio de Janeiro culminou em uma nova visão e abordagem sobre os bens inscritos na Lista do Patrimônio Mundial.

Link da Cartilha de Orientação

Mais informações para a imprensa

Assessoria de Comunicação Iphan

Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
Gabriela Sobral Feitosa – gabriela.feitosa@iphan.gov.br
(61) 2024-5463 / 2024-5479
(61) 9381-7543